Como pode o Design Thinking ajudar a superar desafios?

Artigo

O Design Thinking pode ajudar os profissionais e equipas a superar desafios na conceção de novos produtos e serviços, e não só.David Kelley, fundador da IDEO, partilhou alguns dos motivos pelos quais esta filosofia e respetivas metodologias devem ser uma aposta importante para as empresas.

O Design Thinking assume-se, hoje em dia, como uma filosofia de grande relevância e que pode e deve ser adotada pelas empresas. Num artigo publicado pela IDEO, empresa internacional de design e consultoria em inovação, o seu fundador David Kelley e a Managing Director, Coe Leta Stafford, partilharam a importância do uso do Design Thinking, e como poderá ser uma vantagem na superação dos desafios que surgem no mundo do trabalho.

Apesar de muitas vezes parecer “senso comum”, o Design Thinking está relacionado com o uso de metodologias que ajudam os profissionais a sentirem-se mais confortáveis no momento da criação de algo novo para o mundo, seja produto ou serviço, entrando numa espécie de “complexidade confusa”.

Então, como pode o Design Thinking ser relevante no sentido de dar resposta aos desafios atuais?

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Cria confiança criativa

Através do tempo e da prática, os mindsets e métodos do Design Thinking podem levar à confiança criativa. Isto significa que as técnicas de Design Thinking podem desbloquear mudanças de mentalidade que ajudam as pessoas a descobrirem o seu lado criativo.

Trata-se de atingir um ponto onde se compreende tudo o que se passa e se pode acreditar que é possível realizar o que se ambiciona fazer – isto é a confiança criativa – o oposto da insegurança. Assim, esta confiança criativa pode dar às pessoas a possibilidade de “navegar na ambiguidade”.  Construir algo a partir das fundações do Design Thinking permite mais facilmente a resolução de problemas complexos.

Está aqui para ficar

O impacto do Design Thinking irá continuar a tornar-se cada vez mais evidente e a ser aceite no seio das empresas. O próprio design e criatividade passou a ser mais reconhecido pelos executivos, que destacam o seu papel nas estratégias.

Por exemplo, um inquérito da IBM realizado a mais de 1.500 CEOs de 60 países e 33 indústrias, demonstrou que os executivos acreditam que muito além do rigor, gestão da disciplina, integridade ou visão, percorrer este mundo cada vez mais complexo com sucesso, requer criatividade. Prevê-se, assim, um futuro onde o Design Thinking é parte comum de empresas e escolas de formação.

Não é um livro de receitas

Existe a ideia de que o Design Thinking é um livro de receitas onde a resposta surge no fim, mas na realidade é muito mais complexo. À medida que se avança, mesmo que não se chegue a lado algum, mesmo que não se tenha desbloqueado um novo insight ou se o protótipo não apresentou um caminho claro que todos na equipa concordem, é preciso continuar “ali”, pois o Design Thinking não é um percurso linear.

Também se afigura uma certa confusão em saber como e quando optar pelo pensamento divergente ou convergente. Quando uma equipa está “presa”,esse pode ser um momento para divergir, ou seja, sair do contexto e ganhar inspiração, pensar um pouco diferente. E como se sabe qual é o momento, no processo, em que é preciso pensar de forma diferente? Para tal é necessária muita prática. Isto é, perceber quando há permissão para divergir, e quando e como se pode convergir criativamente.

É sem dúvida muito importante ter visão para poder dar “saltos” criativos para novos lugares. Todos os dias surgem novas formas de pensar o Design Thinking e de o aplicar e pode ser, de facto, muito relevante na superação de obstáculos e na concretização de desafios no campo profissional.

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