Wilson Alberto
Senior Frontend Developer

Entrevista

Wilson Alberto é Senior Frontend Developer na Barkyn e tutor da EDIT. Em entrevista, conta-nos como iniciou o seu percurso profissional, o que é mais o apaixona na área de Frontend, quais são os maiores desafios nesta área e ainda nos diz, na sua perspetiva, que características deve ter um bom profissional de Frontend.

Saber qual a ferramenta mais indicada para uma determinada tarefa é um trabalho constante de um bom developer.


A tua formação académica é na área de novas tecnologias da comunicação. Quando é que surgiu o interesse pela área de Frontend?

O próprio curso já dá uma base interessante em desenvolvimento Web mas diria que o “clique” surgiu ao trabalhar em ambiente de agência, onde
tive a oportunidade de experimentar diferentes áreas e acabar por adorar parte mais interativa da experiência Web.


Fala-nos um pouco da tua experiência profissional e da tua rotina.

Felizmente, tive uma experiência profissional diversificada, desde
ambiente de agência digital, consultadoria ou freelance a ecommerce.
Confesso que ao inicio sabia muito menos do que julgava saber! A
experiência ajudou a criar a rotina, desde ler muito sobre Frontend em
artigos ou newsletters, a procurar a melhor e mais atualizada forma de criar
HTML, CSS e Javascript e tentar sempre que possível partilhar
conhecimento com colegas ou pessoas interessadas pela área.


Quais são os maiores desafios nesta área?

Hoje em dia existem muitas maneiras de criar uma página Web, a escolha das ferramentas talvez seja o principal desafio. Devemos optar por
Angular, React ou Vue? jQuery ainda é uma ferramenta útil? Tailwind ou Bootstrap? Webpack ou Rollup?

Acompanhar a evolução das diferentes
tecnologias para saber quando devemos escolher uma ou outra, ou melhor
ainda, saber qual a ferramenta mais indicada para uma determinada tarefa
é um trabalho constante de um bom developer.


Na tua perspetiva, que características (soft & hard skills) deve ter um bom profissional de Frontend?

Um bom equilibrio entre sentido crítico, pragmatismo e compromisso. Um
profissional Frontend é tipicamente a pessoa mais “perto” da real experiência de um utilizador por isso além de saber criar um website a partir de um design deve saber questionar esse mesmo design quando algo possa comprometer a experiência. Saber negociar a melhor maneira de
finalizar uma parte de um website tendo em atenção o que pode ou não ser sacrificado para cumprir um prazo apertado é também uma qualidade
importante.


Que recursos/ plataformas utilizas, e quais aconselhas para quem quer
aprender mais um pouco sobre Front-end?

Para quem já trabalhe na área da programação, a documentação da
Mozilla é muito boa e pode ser suficiente para dar os primeiros passos. Sites como CSS Tricks, Scotch.io,
Smashing Magazine ou o português Codrops costumam ter muitos artigos e tutoriais desde iniciantes a avançados. Querendo uma formação mais sólida
e estruturada, a própria Edit tem diferentes especializações interessantes
com bons formadores que trabalham na área. Udemy ou edX também podem ser boas opções de formação online.


 Que passos aconselharias tomar a quem gostasse de enveredar profissionalmente por esta área em específico?

O melhor conselho que recorrentemente se dá a quem está a dar os
primeiros passos é: construam algo. Fazer um site simples que funcione como blog ou diário, criar pequenas animações em CSS, replicar websites
conhecidos, criar funções em Javascript que facilitem tarefas do dia-a-dia, qualquer coisa que sirva para praticar regularmente e explorar maneiras simples ou complexas de atingir um objetivo é a melhor maneira de aprender e cimentar conhecimentos de Frontend. Por mais simples que
seja, construam!


Enquanto tutor na EDIT., de que forma gostas de lecionar as tuas aulas e transmitir conhecimentos e experiência?

Nada substitui a experiência prática no que diz respeito a cimentar conhecimentos. Gosto de apresentar a teoria que leva à aplicação de algo prático e insistir em praticar o mais possível. A teoria por vezes torna-se mais fácil de entender quando praticada e repetida. No entanto, nada se faz
sem a teoria e não há nada pior do que usar uma ferramenta sem saber
como ela funciona. Primeiro, começar com uma base teórica sólida e
depois, explorar o mais e melhor possível na prática.



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