Tutora Gabriela Ventura – EDIT. – Disruptive Digital Education

Gabriela Ventura
Tutora

Entrevista

Gabriela Ventura é Performance Marketing Associate na Uniplaces e tutora da EDIT. Em entrevista, conta-nos o seu percurso, como é o seu dia a dia de trabalho e ainda quais são as suas expectativas, enquanto tutora do novo workshop E-commerce Paid Campaigns Automation em formato Remote Leaning.

Não ambiciono o cargo X ou Y só porque sim. Acho que a ambição de fazer
mais e melhor, construindo esse caminho todos os dias, é suficiente para dar espaço a boas oportunidades no futuro.


Fala-nos um pouco sobre o teu percurso académico e profissional.

Sou formada no curso técnico em Publicidade desde os dezassete anos.
Aos dezoito, comecei a frequentar o curso de Marketing na Universidade de
São Paulo mas, no segundo ano, o bichinho da Publicidade despertou de novo e transferi o curso dentro da mesma instituição.
Profissionalmente, já fui Planner de ações de activação na Rádio Mix FM e numa produtora de musicais carioca. Mas desde 2015, quando fiz
intercâmbio em Lisboa, rendi-me ao universo das startups, de onde não saí até hoje.
Comecei com produção e gestão de conteúdo, uma posição mais criativa e também ligada com SEO, como freelancer na 360imprimir e na AdClick.
Voltei ao Brasil e fiz parte da equipa de conteúdo da Mandaê, onde tive contacto com várias ferramentas que ainda não conhecia. De volta a
Portugal, hoje estou em Performance Marketing, um cargo mais técnico e
analítico, que gosto igualmente.


Como é o teu dia a dia de trabalho? Tens alguma rotina definida?

Dou prioridade às tarefas rotineiras que demandam manutenção e à participação em reuniões com parceiros e agência.
Em Performance Marketing, transito pelos diversos canais dependendo da
demanda: num dia crio campanhas no Facebook e Instagram, no outro dou
vida a um chatbot, na outra semana procuro novas maneiras de apresentar os feeds de produtos nas plataformas, depois crio uma landing page para
coletar leads para uma campanha e não são raras as vezes em que
construo relatórios de performance.
O ambiente de startup é muito dinâmico e proporciona essa abertura para
testar novas abordagens. Particularmente, gosto do que faço porque não
fico presa às tarefas corriqueiras, mas preciso ter organização para não deixar nada para trás.


O que mais te cativa na área do E-Commerce?  Quais são os
aspetos mais desafiantes, na tua perspetiva?

O que mais me cativa é a infinidade de meios, canais, formatos e soluções criativas para chegar até ao consumidor. É a criatividade.
Por outro lado, a parte técnica é um grande desafio porque não há como ser criativo sem conhecer as possibilidades e a maneira de executar. Mas, uma vez superado o desafio inicial, conseguir usar a técnica e a criatividade
revela um mundo sem limites.


Que tendências e novidades prevês neste campo?

Especificamente em Performance Marketing, vejo uma tendência forte à automação.
Não há tempo para criar campanhas utilizando a interface de utilizador das plataformas de anúncios quando o profissional tem de lidar com dezenas de outras atividades simultaneamente. Para isso, existe a criação de
campanhas via sheets ou scripts.
Não há tempo para construir um relatório cada vez que é necessário ter acesso a algum dado específico. É por isso que existem ferramentas de
automação de relatórios, que até podem aceder à base de dados para cruzar, por exemplo, o investimento em publicidade versus o valor das conversões registadas na base de dados para calcular o ROAS (Return On
Ad Spend).
Acredito que todo profissional de marketing, independentemente da área em que trabalha, tem uma vantagem competitiva quando sabe aliar a criatividade na execução do trabalho à capacidade de extrair, manipular e
analisar dados de diversas fontes automaticamente. Profissionais do
marketing que entendem a lógica da programação também podem tirar
partido disso para agilizar e automatizar o trabalho, podendo tirar o peso das
tarefas mecânicas e dar foco à estratégia.


Podes partilhar connosco alguns projetos que te deram especial
gosto trabalhar/participar?

No início deste ano, fui responsável pela criação da lógica de um chatbot do
Facebook de reservas na Uniplaces. O utilizador inseria dados como o país e a cidade de destino, com datas de check-in e check-out e budget; e o bot
filtrava o URL de destino de acordo com os critérios inseridos na conversa.
Numa segunda fase, a ideia era integrar o bot ao chat para permitir a
sugestão de propriedades diretamente pela plataforma utilizando uma API.
Infelizmente, quando ainda estava em testes, a Covid-19 colocou o projeto em standby.


De que forma te manténs atualizada na área?

Sou muito curiosa e acho que a curiosidade transforma essa “obrigação” de estar sempre atualizada em algo divertido: “para fazer X, preciso saber Y;
mas também tenho que aprender um pouco de Z…”. Não descanso
enquanto não encontro uma resposta – e no meio do caminho acabo por
aprender muitas coisas.
Para além disso, a empresa em que trabalho oferece muita autonomia e, proporcionalmente, responsabilidade. Tenho sorte de ter colegas e gestores que me incentivam e desafiam a aprender, a procurar respostas e soluções
constantemente.


Tens alguma meta profissional definida?

Não ambiciono o cargo X ou Y só porque sim. Acho que a ambição de fazer
mais e melhor, construindo esse caminho todos os dias, é suficiente para dar espaço a boas oportunidades no futuro.


Quais são as tuas expectativas, enquanto tutora do novo workshop E-commerce Paid Campaigns Automation em formato Remote Leaning da EDIT.? De que modo irás dinamizar o mesmo?

Propus este curso porque já trabalhei com produção de conteúdo para este público, na Mandaê, e entendia as dificuldades que os gestores de e-commerce enfrentavam quando queriam divulgar o seu negócio, ao passo
que tinham outras mil tarefas por concluir.
Fiquei ainda mais sensível a essas questões quando comecei a trabalhar
com Performance Marketing na Uniplaces. Para quem está a dar os primeiros passos, é frustrante investir no canal errado e gastar dinheiro; ou sequer ter as ferramentas para medir o sucesso ou insucesso de uma
campanha. Para os profissionais e estudantes que querem ganhar
experiência nessa área, é difícil adquirir conhecimento quando não há um ambiente em que possam praticar.
Sabendo disso, criei um site demo para ministrar as aulas. Dessa forma, os
alunos têm a oportunidade de navegar pelas plataformas de anúncios sem
medo, instalar tags de eventos e conversões no site, criar catálogos de
produtos em diversas plataformas e colocar os conhecimentos em prática
num ambiente democrático, em que o erro é tão bem-vindo quanto o acerto.
Em relação às expectativas, acredito que sejam tão boas quanto o meu empenho em fazer com que os alunos aprendam na prática.



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