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A EDIT deu-me esse espaço para respirar, perceber o panorama geral do mercado e experimentar abordagens diferentes.
Qual era a tua situação profissional antes de entrares na EDIT e o que te levou a escolher o curso de Marketing Digital Satrategy?
Estava numa fase de transição. Tinha saído de um trabalho e durante o curso acabei por entrar noutro. Achei que era o momento certo para investir em formação, atualizar-me e perceber o que estava a mudar no mercado.
O que procuravas desenvolver na altura e de que forma a formação contribuiu para isso?
O meu trabalho anterior era marketing digital na área de eventos, e com o volume de eventos que havia o dia a dia era muito intenso. Não sobrava tempo para parar, pensar e procurar novas estratégias ou explorar novas ferramentas. A EDIT deu-me esse espaço para respirar, perceber o panorama geral do mercado e experimentar abordagens diferentes.
Quando começaste a explorar Inteligência Artificial de forma mais séria e o que despertou esse interesse?
Comecei a usar IA com mais frequência durante o próprio curso na EDIT. Na altura experimentei o Copilot, que já permitia geração de imagens, enquanto o ChatGPT ainda não tinha essa funcionalidade e o Gemini estava numa fase muito precoce. Num dos módulos do curso tive contacto com o Suno para criação de música e com o Leonardo para geração de imagens, duas ferramentas que ainda hoje fazem parte do meu workflow de produção. A partir daí o interesse disparou e comecei a explorar tudo o que aparecia.
Como surgiu a ideia do projeto Untold Sports History?
Já tinha uma ideia a pairar na cabeça. Queria criar algo ligado ao desporto, em especial modalidades que me apaixonam como o basketball e o futebol. Entretanto comecei a ver vídeos no TikTok com um formato de storytelling curto que me chamou a atenção. A ligação foi quase instantânea, juntar esse formato às histórias do desporto que ninguém conta.
Podes explicar, de forma simples, como funciona o teu processo de criação de conteúdos com IA?
Começo por identificar jogadores ou histórias do desporto com ângulos diferenciados e pouco conhecidos. Depois faço um brainstorm com o Claude, que é a IA que mais uso no dia a dia, e com esse trabalho conjunto escrevo uma primeira versão do guião. A seguir idealizo as imagens usando ferramentas como o Flow da Google, o Leonardo e o Midjourney, criando uma imagem para cada cena do script. Depois vem o processo de animação com ferramentas de vídeo como o Veo3, Kling e Seedance. A edição final é feita no CapCut com voice-over gerado no ElevenLabs e música criada no Suno. Todo o processo, do guião ao vídeo publicado, é feito com IA, mas cada decisão criativa é minha.
Quais foram os maiores desafios no início do projeto?
Chegar à audiência certa. Eu sabia desde o início que o meu público-alvo era o mercado norte-americano, mas estando em Portugal isso trazia desafios. Por exemplo, uma conta de TikTok com um SIM português começa por mostrar o conteúdo a utilizadores portugueses e só depois o algoritmo expande para outros mercados. Essa barreira geográfica inicial foi a maior dificuldade de ultrapassar.
Esperavas alcançar estes resultados em tão pouco tempo?
Não esperava, e ainda por cima com uma estratégia 100% orgânica. Via conteúdo desportivo de outros criadores e sentia que o meu era um passo em frente. As animações davam vida às histórias de uma forma que não era tão estática e havia uma coerência visual forte nos personagens. Mas de todo esperaria resultados desta dimensão tão cedo.
Que aprendizagens da EDIT aplicas hoje diretamente no teu trabalho?
A estratégia de marketing tornou-se quase intrínseca no meu trabalho e foi uma das razões pelas quais o projeto cresceu rapidamente. Segui uma estratégia desde o primeiro dia e fui adaptando em tempo real à medida que via os resultados. O storytelling é outro pilar fundamental, cada vídeo é construído com um arco narrativo pensado ao detalhe. E depois a análise de dados, perceber o que funciona, o que não funciona, e ajustar constantemente.
Que conselhos darias a alguém que quer começar a criar conteúdo com IA?
Criem algo dentro de uma área que vos apaixone e que vos mova. Não tentem fazer algo automático e fácil porque isso não vai ser memorável. Façam algo pessoal, com identidade própria. As ferramentas de IA estão aqui para dar vida às vossas ideias, mas o valor está na visão criativa, não na ferramenta. E atenção àqueles anúncios que prometem que é fácil criar tudo a partir de um site com uma mensalidade, fujam disso. O conteúdo que realmente funciona exige trabalho, iteração e uma voz própria.
O que gostavas de desenvolver a seguir no projeto?
Gostava de expandir para outras áreas desportivas e eventualmente contar histórias esquecidas do desporto em Portugal. O formato e o workflow já estão provados, agora é uma questão de escalar. Estou aberto a parcerias e colaborações que permitam levar o projeto mais longe.
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