Tagarelas 2.0 – EDIT. – Disruptive Digital Education

Tagarelas 2.0

Artigo

Nuno Pimenta fala da importância das marcas refletirem sobre o que comunicar nas redes sociais, como dizê-lo de forma impactante e quando, evitando a comunicação excessiva que torna as marcas autênticas tagarelas.

Todos conhecemos um tagarela. Aquela pessoa que não se cala e que, invariavelmente, se torna chata porque rapidamente faz de temas sem interesse material para longas conversas que, muito provavelmente, terminam na indiferença dos seus interlocutores. No fundo, é aquela pessoa que, num grupo à mesa do jantar, todos optam por ignorar e evitar.

Não é novidade: as redes sociais trouxeram às marcas canais de comunicação mais ou menos gratuitos, que, finalmente, lhes permitiu falar com os seus consumidores quando quisessem, as vezes que quisessem, como quisessem. Meios sempre disponíveis, praticamente sem limitações de produção ou custo. Basta “abrir a boca” e falar. E hoje as marcas falam. Muito. Num número crescente de canais: Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, Snapchat, Pinterest, Vine

Mas será que têm assim tanta coisa interessante para dizer? Preocupa-me que, boa parte das marcas, se tenham tornado verdadeiros tagarelas 2.0 com quem, mais tarde ou mais cedo, nenhum consumidor quererá conversar ou sequer ouvir o que tem para dizer.

Há, claramente, uma pressão grande para criar e manter um fluxo constante de publicações e interações. Seja por medo de cair no esquecimento dos consumidores, seja porque as próprias plataformas criam essa pressão, seja porque as marcas acreditam que, de facto, têm muitos temas de conversa interessantes.

Bom, muito provavelmente, não têm assim tantos temas de conversa interessantes que justifiquem posts e tweets diários, muitas vezes mais de uma vez por dia.

E que mal tem ficar calado (quem sabe até ficar apenas à escuta)? Que há de errado em falar apenas e só quando há algo novo, pertinente, relevante, interessante ou excitante para dizer? Nada. É o que fazemos no nosso dia a dia, com extrema naturalidade, sem que sejamos criticados por isso.

Agora que os canais de comunicação amadureceram, agora que brand managers e agênciassabem comunicar bem nas redes sociais, sabem bem que temas são relevantes e interessantes para os seus consumidores, é tempo de dar um passo atrás e refletir. Deixar de lado a pressão para estar constantemente a comunicar, deixar de lado questões como “quantos posts por semana devo fazer?” e refletir, antes de mais, no que há para dizer, como dizê-lo da forma mais impactante e quando dizê-lo.

Não ser o tagarela, mas ser, sim, aquela pessoa admirável que, no momento certo durante um jantar de amigos, partilha sempre alguma coisa interessante. Este, sim, deve ser hoje o foco de comunicação de qualquer marcas nas redes sociais.

Nuno Pimenta – Head of Social Media and Digital Strategy na MSTF Partners

Curso Digital Marketing & Strategy Porto

Curso Digital Marketing & Strategy Lisboa

Workshop Digital Strategy Porto


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