Design of Tools pelo Director of Product & Design da InVision – EDIT. – Disruptive Digital Education

Design of Tools pelo Director of Product & Design da InVision

Artigo

Como é desenhar ferramentas para designers? Tom Giannatassio, Director of Product & Design da InVision, afirma que é um verdadeiro desafio. Participou nos Awwwards 2018 com uma talk intitulada “Design of Tools”. Partilhamos os principais tópicos da sua apresentação, neste artigo.

Na edição de 2018 dos Awwwards, Tom Giannatassio, Director of Product & Design da InVision, apresentou uma talk sobre “Design Tools” – como desenhar ferramentas de design. Partilhamos os principais insights da talk, neste artigo.

Tom revela que em grande parte da sua vida se interessou em aprender sobre o Design e as ferramentas de desenvolvimento inerentes. Após colaborar com a Apple e o MIT, fundou a sua empresa, denominada Macaw, que criava softwares de responsive web design, e que há alguns anos atrás foi adquirida pela InVision. Assim chegou ao seu cargo atual, estando responsável pelo InVision Studio, uma ferramenta de Design, Prototipagem e Animação.

O objetivo de Tom foca-se, assim, na criação de ferramentas para profissionais criativos, sendo que afirma ser um desafio “desenhar para designers”, pois há hipóteses de estes serem melhores designers do que ele próprio. Tendo em consideração que estes profissionais têm necessidades muito vincadas e que irão usar aquela ferramenta pelo menos 8 horas por dia, quem sabe todos os dias da semana, a fasquia eleva-se ainda mais.

Após a contextualização do seu trabalho e funções na InVision, ressalva a ideia de “flow” – um estado de experiência otimizada que permite ao utilizador focar-se, apenas, na tarefa que tem em mãos, atingindo, portanto, o seu pico de performance. Para o atingir são necessárias duas coisas: ter um alto nível de skills e também de desafio, e estas precisam de estar equilibradas. Tom propõe alguns princípios para desenhar ferramentas para este flow:

Estipular um bias: otimizar para um nível de skills intermédio, pois apesar de existir uma distribuição standard de skills entre os utilizadores das ferramentas – iniciante, intermediário, profissional – é na fase intermédia que a maior parte dos utilizadores se vão encontrar. Idealmente, todos se irão tornar profissionais, mas pode não acontecer.

Este bias resume-se a tudo o que se desenha dentro da interface, incluindo as palavras, imagens, cores e, desta forma, cada opção de design precisa de ser adaptada para o bias. Tom salientou também a importância dos ícones e das palavras apresentados nas ferramentas serem óbvios e simples de perceber para todos, quer sejam iniciantes ou profissionais.

Cores são rápidas. Palavras são claras. Ícones são eficientes. Imagens são poderosas. O Design é “difficated” – difficult + complicated / difícil + complicado

Simplificar: Depois de se ter estabelecido o bias, é necessário simplificar tudo para os utilizadores, como por exemplo imitar alguns padrões de outras ferramentas, como as layers no Photoshop.

Deve-se também reutilizar/conservar mecanismos para conseguir diferentes tarefas: isto porque quando se constroem sistemas complexos como estas ferramentas, de cada vez que se introduz um novo mecanismo, não só se está a aumentar a complexidade daquele desafio particular que se está a tentar resolver, como também se aumenta o desafio da ferramenta inteira, o que poderá sair bastante caro.

Compreender o modelo mental dos utilizadores e a forma como pensam sobre o conteúdo é crucial no desenho de ferramentas, o que Tom denomina por abstração.

A automação é igualmente uma ferramenta importante a utilizar: para os iniciantes, pois ajuda-os a ultrapassar desafios difíceis; mas também para os utilizadores avançados, ao salvá-los das tarefas mais monótonas e poupar-lhes muito tempo.

O Director of Product & Design da InVision afirma que a ergonomia é um ponto de enorme relevância no seu trabalho, visto que as pessoas irão usar as suas ferramentas durante todo o dia, e querem por isso evitar que os seus utilizadores passem por algum tipo de tensão cognitiva ou física, o que teria um grande impacto na sua produtividade.

Capacidade de adaptação: este é o último princípio partilhado por Tom e que menciona a necessidade de se adaptar a diferentes situações, simplificando a experiência para todos os que estão presentes na curva das skills. Dentro deste ponto, exemplifica com o caso da Adobe a importância da customização/personalização, e da contextualização – devem ser apenas mostradas opções relevantes para o estado atual do sistema. Por fim, salienta uma técnica chamada divulgação progressiva: à medida que os utilizadores vão avançando dentro da aplicação, introduzem-se novos desafios pelos quais eles poderão optar.

Em suma, todas estas técnicas são, na sua ótica, as formas mais sólidas de se construir ferramentas e que podem levar as pessoas ao flow de experiência otimizada, a experiência ideal para os utilizadores destas ferramentas de desenho.

Se tiveres curiosidade em saber mais, vê a talk completa aqui 🙂

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